O CANNABIDIOL

O CANNABIDIOL

O Cannabidiol (CBD) é uma das mais de 400 substâncias químicas  canabinoides encontradas na Cannabis Sativa, e que constitui grande parte da planta, chegando a representar mais de 40% de seus extratos.

Diferente do principal canabinoide psicoativo na maconha, o delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC), o Cannabidiol não produz euforia nem intoxicação. Canabinoides têm seu efeito principalmente ao interagir com receptores específicos nas células do cérebro e do corpo: o receptor CB1, encontrado principalmente nos neurônios e células gliais em várias partes do cérebro, e o receptor CB2, encontrado principalmente no sistema imune. Os efeitos eufóricos do THC são causados pela sua ativação dos receptores CB1. O CBD tem uma afinidade muito baixa por esses receptores (100 vezes menos que o THC) e quando se liga a ele produz pouco ou nenhum efeito. Há evidência crescente que o Cannabidiol age em outros sistemas de sinalização cerebral, e que isso pode ser importante para seus efeitos terapêuticos.

No Brasil, o Cannabidiol já pode ser prescrito por médicos psiquiatras, neurologistas e neuro-cirurgiões em receita especial de duas vias. Em 2015 a ANVISA remanejou a substância para a Lista C1 do Controle Especial, fazendo com que a mesma deixasse de fazer parte da lista de substâncias proibidas (proscritas).

Estudos

Estudos clínicos rigorosos ainda são necessários para se avaliar o potencial clínico do Cannabidiol para condições específicas. Entretanto, pesquisas pré-clínicas (incluído culturas celulares e modelos animais) têm mostrado que o Cannabidiol tem diversos efeitos que podem ser úteis terapeuticamente.

Efeitos Anticonvulsionantes

Inúmeros estudos durante as últimas duas décadas ou mais relataram que o Cannabidiol tem atividade anticonvulsionante, reduzindo a severidade de convulsões em modelos animais. Além disso, houve vários estudos de caso e relatos anedóticos sugerindo que o Cannabidiol pode ser efetivo no tratamento de crianças com epilepsia resistente a medicamentos tradicionais No entanto, apenas houve alguns pequenos ensaios clínicos randomizados que examinaram a eficácia do CBD como tratamento para a epilepsia; Três dos quatro estudos relataram resultados positivos, incluindo diminuição da frequência de convulsões. No entanto, os estudos sofreram falhas de design significativas, incluindo falha na quantificação completa da frequência basal de ataque, análise estatística inadequada e falta de detalhes suficientes para avaliar e interpretar adequadamente os achados. Portanto, informações atualmente disponíveis são insuficientes para se tirar conclusões decisivas sobre a eficácia do Cannabidiol como tratamento para a epilepsia; uma recente revisão Cochrane concluiu que há necessidade de “uma série de ensaios devidamente projetados, de alta qualidade e adequadamente conduzidos”.

Fonte: Wikipédia em 18/09/2022.